10 agosto 2010

Universos Paralelos - Parte 3

A proporção 1:4 ("um para quatro" ou "tornar-se um quatro") é um dos pilares da criação conforme revelado no começo da Torá. Vamos observar aqui quatro fenômenos de Gênesis com base na proporção 1:4.

As duas letras alef (= 1) e dalet (= 4) formam juntos a palavra para "vapor". No início da criação, o vapor "levantou-se da terra para umedecer a terra" por causa da criação do homem.

Um rio fluia do Éden, que em seguida, ao deixar o jardim, se dividia em quatro grandes rios. 1:4.

A árvore da vida "etz hachaim" (= 233). A Árvore do Conhecimento do bem e do mal "etz hada'at tov verá" (= 932). 932 = 4 vezes 233. Assim, a relação entre as duas árvores é de "1 para quatro" ("um" é a Árvore da Vida e "quatro" é a árvore do conhecimento do bem e do mal).

A palavra bom"tov" (a força positiva da Árvore do Conhecimento do bem e do mal) = 17. A palavra "vida" (Chaim, da Árvore da Vida) = 68. 17:68 = 1:4. A palavra "vida" (חיים) possui quatro letras. O valor médio de cada uma das suas letras é "bom". Assim, vemos que a força fundamental da vida (da Árvore da Vida) é de fato a força positiva do "bem" (inerente à árvore do conhecimento do bem e do mal). As duas árvores untas, criando assim um ciclo infinito de energia Divina.

Para concluir, o fenômeno mais evidente na Torá relacionado com as quatro forças da natureza decorrentes de um , é que o nome essencial de D-us Havayah é composto por quatro letras. "D-us é um." No futuro, será revelado que "D-us é Um e Seu Nome é um." "Seu Nome" se refere às quatro letras de Havayah. Esta é a suprema revelação Divina da Teoria do Campo Unificado.

Universos Paralelos - Parte 2

A Kabalá ensina que as dez dimensões da realidade foram criadas inicialmente in potentia, por meio da contração da luz infinita de D-us, resultando no aparecimento de um "espaço vazio" ou "buraco negro" de existência em "potencial ". Dentro deste "vazio primordial" entrou um "raio" de luz divina, referida como a "linha" ou "corda". A seqüência primordial "confirma" as dez dimensões da realidade reveladas e continua a emanar dentro de si o mundo da criação.

A revelação inicial dentro do vácuo primordial é a revelação da luz. Nas palavras do terceiro versículo do Gênesis (o primeiro a falar explicitamente da criação): "E disse Deus: 'Haja luz' e houve luz". Esta luz primordial refere-se ao raio de luz divina que permeia o vácuo, a "supercorda" Divina.

Em hebraico, o valor numérico da palavra para "corda" (Chut) é 23. 23 é o décimo número primo (com início a partir de 1). O valor de "luz" (Or) é 207. 207 = 9 vezes 23. Isso indica que cada "fóton" da luz primordial é, na verdade, composto por uma seqüência de nove vezes.

Na Cabalá, aprendemos que uma das principais funções da supercorda primordial é "medir". Cada "unidade" de medida é de fato uma supercorda individual. De uma seqüência inicial se emana uma infinidade de cordas que preencher o espaço. Essas supercordas "dobram" para dentro e para fora, "dividem-se" em duas e são "reunidas" em UM. Estes estágios refletem mais precisamente o conceito e a terminologia da moderna teoria das cordas.

O processo de "desdobramento" é relacionado ao "mundo" inicial que se reveste com o raio de luz Divina, conhecido na Cabala como "Homem Primordial" (Adam Kadmon). O "processo" refere-se a divisão do mundo "posterior ao caos", que se separaram e se quebrou. O processo de "reunificação relaciona com o mundo" posterior a retificação ".

No "mundo de retificação", a pequena seqüência de supercordas "reunificadas" dá lugar à "partículas" ou "faíscas" plenas. Cada partícula é de fato uma estatura "plena" ou "corrigida", que é capaz de refletir a presença de seu Criador.

O valor numérico da palavra "partícula" ou "faísca" (nitzotz) é de 236. Este é o número que os nossos sábios (no Midrash) identificam como a "medida" da "estatura" do Divino. É também o número de mandamentos negativos da Torá.

O união"consumada" dos dois conceitos de "supercordas" e "partículas" é representado na Kabalá como o produto dos dois valores numéricos: 23 vezes 236 = 5428. O número 5428 é a soma dos cinco "interações numéricas inteiras" entre os dois números 6 e 4:

6 - 4 = 2

6 + 4 = 10

6 . 4 = 24

6⁴ = 1296

4⁶ = 4096

2 + 10 + 24 + 1296 + 4096 = 5428

(O fato de que cada par de números dá origem a cinco "interações numéricas inteiras", reflete o "divinamente inspirada" representação do número 10. 10 = 2 vezes 5).

Shabetai Tsvi y'sh, fez essa mesma conta e pensou erroneamente que no ano de 5428 (1668) aconteceria a Geulá (Redenção) do Povo Judeu, levando multidões ao erro e heresia.

Na Torá, a mitzvá ("mandamento", a partir da raiz hebraica que significa "ligar"), que expressamente refere-se a "cordas" é a mitzvá de tzitzit. A mitsvá de tzitzit exige que uma roupa de quatro pontas possua quatro cordas amarradas a cada um dos seus cantos. As quatro cordas são dobradas para produzir o efeito de oito cordas penduradas em cada canto. Estas oito cordas são unidas por 5 nós duplos: 2 vezes 5 = 10.

O propósito da mitsvá de tzitzit, explicitamente na Torá, é para nos lembrar de todos as 613 mitsvot da Torá. A mitsvá de tzitzit, é, portanto, considerado a "peso contra" ("balança") de todos os 613.

Em "cálculo de número pequeno" (redução de cada letra para a igualdade de 1-9), a palavra tzitzit (como escrita na Torá) é igual a 23 (o valor da palavra "corda").

De acordo com a Torá, há duas cores para as cordas do tzitzit, branco e azul. Em "cálculo com números pequenos", a palavra "branco" (lavan) = 10. A palavra "azul" (techelet) = 13. 10 + 13 = 23 (o valor da tzitzit é o valor de "corda"). Como 23 é o décimo número primo (como mencionado acima), este faz alusão ao fato de (explicado na Cabala e refletida na natureza) que os "azuis" do tzitzit estão enraizados e contidos no branco.

O valor total dos "brancos" (lavan = 82) e "azul" (techelet = 850) é 932. Este é o valor da "Árvore do Conhecimento do bem e do mal" (etz hada'at tov verá).

As duas cores do tzitzit representam a capacidade da corda de dividir-se em dois e se reunir como um todo. A palavra para "um" em hebraico (echad), é composto de três letras cujo valores numéricos são: 1, 8, 4 (que juntos somam= 13). A forma "evoluída"de "um": (1) + (1 mais 8) + (1 + 8 + 4) = 23. Esse fenômeno indica o poder que é inerente à corda (= 23) para unir-se realidade.

Universos Paralelos - Parte 1

De acordo com a Teoria das Supercordas, toda a realidade existe em (exatas) dez dimensões. Existem 4 dimensões reveladas (as 3 dimensões de espaço junto com a quarta dimensão de tempo) e mais 6 dimensões ocultas.

Na Kabbalah aprendemos que o Eterno emanou de Sua luz infinita (através do processo de tzimtzum _ a "contração" do infinito) dez luzes ou forças Divinas (sefirot) pelas quais Ele criou o universo. Cada uma dessas dez forças podem ser compreendida como uma dimensão da realidade _ ou um Universo Paralelo. Esta é a razão pela qual a Torá escolhe o snúmero 10 como o sistema numeral "perfeito" (o décimo será santo para o Eterno).

Todas as 10 dimensões parecem estar contidas em um ponto (na linguagem chassídica, "um ponto formado") no qual sua forma assemelha-se a uma pequena corda. da letra yud (=10). A letra yud é a primeira letra do Nome Divino (o qual tem a soma final de 26, a única outra possibilidade de dimensões de acordo com a Teoria das Supercordas).

A pronúncia completa da letra yud é: yud (10), vav (6), dalet (4). As duas letras adicionais, o vav (6) e o dalet (4) somam 10, o valor original de yud. Dessa forma, a pronúncia completa de yud deveria ser compreendida como uma equação: 10 = 6 + 4. As 10 dimensões de realidade se divide em duas categorias, uma de 6 e outra de 4.

NaKabbalah, o vav (6) é considerado o elemento "masculino" da realidade enquanto o dalet (4) é considerado o elemento "feminino". O princípio feminino da realidade é a "revelação, enquanto o princípio masculino é oculto dentro do feminino. Assim é a relação, de acordo com a Teoria das Supercordas, das 6 dimensões da realidade ocultas para as 4 dimensões reveladas.

As 6 (que "precedem" as quatro) são na verdade: 1 + 2 + 3. Dessa forma, 10 = 1 + 2 + 3 + 4. Na terminologia cabalística, estes 4 estágios da "evolução" da realidade Divina se referem como: "a canção simples"(1); "a canção dupla" (2); "a canção tripla" (3); "a canção quádrupla" (4).

Na alma humana (que é uma miniatura do universo), os três primeiros estágios ocultos (1+2+3=6) correspondem ao: a força do desejo do superconciente (Kéter _ coroa; a canção simples); as duas forças intelectuais da mente (Chochmá e Biná _ Sabedoria e Conhecimento; a canção dupla); as três forças emotivas do coração: misericórdia, medo e amor (Chesed, Gevurá e Tiferet _ Misericórdia, Força e Beleza; a canção tripla). Estes estágios são "ocultos", pois ainda são inexpressíveis aos outros.

O quarto estágio são as 4 forças "reveladas" da alma, que se expressam pelas ações (e palavras) ou comportamento do indivíduo: convicção, comprometimento, devoção, fala (Nêtsach, Hod, Yesod, Malchut; a canção quádrupla). As 3 primeras são as dimensões de espaço: acima-abaixo, direita-esquerda, frente-trás respectivamente. A última é a dimensão de tempo.

Este modelo de 10 = O "triângulo" de 4 (1 + 2 + 3 + 4) é referido como o "modelo evolutivo" da realidade.

O modelo evolutivo da realidade é posteriormente transformado em "modelo" psíquico de 3 trios ("direita", "esquerda" e "meio"), acrescido de 1 : 10 = 3² + 1 (= 1²). Este modelo, em contraste com o modelo anterior, é relativamente "maduro". Aqui, a
vontade do superconsciente - o "1" do modelo evolucionista - torna-se revelado como o conhecimento "consciente" - o terceiro elemento do primeiro dos três trios - assim amadurecendo os poderes mentais da alma a partir de 2 a 3. Os três poderes mentais, em seguida, ligam-se aos três poderes emotivos, que por sua vez, conectam-se com as três forças "comportamentais" ("espaciais") para igualar a 3². A quarta dimensão revelada do tempo torna-se assim a consciência única de 1 = 1².

O modelo da realidade psíquica é posteriormente transformada no modelo "Divino" de 10 = 2 vezes 5 (os dois fatores primos de 10) = (1² + 2²) + (1² + 2²). Este é o modelo dos Dez Mandamentos - cinco em cada uma das duas tábuas da aliança. Da mesma forma, no que diz respeito à imagem divina impressa no corpo humano, dez dedos das duas mãos (ou pés), o polegar = 1 ² e os restantes quatro dedos = 2².

Este modelo final de 10 é considerado o modelo de "inspiração divina", pois aqui as quatro dimensões físicas do espaço e do tempo tornam-se "inspirados" com a consciência de uma quinta dimensão quinta acima deles, e presente no meio deles. Essa é a dimensão que corresponde ao terceiro dos três poderes emotivos do coração, o poder da misericórdia/Chesed (ou empatia). A consciência da misericórdia divina que permeia toda a realidade física faz com que as dimensões de espaço e tempo se misturem como uma sensação de "viajar" livremente no tempo. Na alma, isso reflete a unidade consumada de "devoção" e de expressão.

Assim como as cinco potências mais baixas (dimensões) da alma se unem para se tornar um, assim também ocorre com as cinco potências mais elevadas. As cinco potências mais baixas, agora cinco dimensões da realidade, refletem perfeitamente as cinco maiores potências ocultas. As cinco potências mais altas são apenas escondidas em relação a "realidade" exterior. Em relação à "realidade" interior da mente e do coração, estas também (somando as cinco potências mais baixas) são reveladas.

O poder mental do "conhecimento" (Biná) eleva-se para unir-se com a origem da fé simples - a "cabeça final" do superconsciente, que agora passa a ser revelado à consciência interior da alma. Esta dimensão corresponde ao 1². Os quatro poderes (dimensões) da sabedoria (Chochmá _ olado direito da mente), o conhecimento (Biná _ lado esquerdo da mente), amor (o "poder" direito do coração), medo (o poder "esquerdo" do coração) corresponde ao "oculto" 2².

04 agosto 2010

Olam haBa - O Mundo Vindouro


Rav dizia: "O Olam haBa não será como este. No Mundo Vindouro Vindouro não se comerá nem beberá; nem procriação de criaças ou negócios; nem inveja, ou ódio ou competição; mas o Justo sentará, suas coroas em suas cabeças, e gozarão o esplendor da Presença Divina."
Berachot 17a


Não se comerá e nem beberá _ Robert Freitas é um renomado cientista que foi recentemente proclamado como o vencedor do Pêmio de Teoria Feymann (Instituto de Manufatura Molecular) , e está promovendo o conceito de uma Pílula de Refeição.
Link




Nem procriação de crianças _ Úteros artificiais?!?!?! Já existem estudos na área e a Revista Nature publicou que a previsão dos cientistas para uso de úteros artificiais é de que já esteja no mercado nos próximos 30 anos!

Qual seria a opinião do Instituto de Ciência e Halachá sobre isso? Como ficaria a questão do "ventre judaico"?











ou negócios _ Bem, negócios como os que eram feitos até a poucas décadas atrás não mesmo!

As pessoas não precisarão sair de casa todo dia de manhã pro escritório. Comprarão tudo o que precisam com um clique de mouse.

As pessoas terão mais tempo livre para aprofundarem-se nos estudos da Torá.

Atualmente já é possível fazer quase todo tipo de negócio com a ajuda da internet. Além disso, a internet também oferece: video digital, educação à distância, empresas virtuais, realidade virtual, livros eletrônicos, reconhecimento de voz, agentes de internet, microcomércio, mercado global...



Em um futuro próximo, a previsão mundial para a World Wide Web é de:
  • Banda larga extremamente acessível para todas as classes sociais.
  • midia mixta dominará o mercado (em vez da venda de porta em porta)
  • winners)
  • a internet se tornará tão difusa que ficará "invisível" (como o ar que respiramos), ou até mesmo de graça para toda a população.



Não haverá inveja, nem ódio, nem competição _ Não se trata de Comunismo. Se a qualidade de vida do indivíduo melhora e se iguala aos seus vizinhos, a questão de inveja entre pessoas diminuiria. Racismo, intolerância e preconceito tornariam-se conceitos ilógicos. Ou seja, Tikun Olam!

Bayôm hahú ihiê H' echád ushemô echád.








O Justo sentará, com suas coroas em suas cabeças _ As pessoas investirão mais tempo e interesse em estudos e análises existencialistas. Assim como a humanidade deu um grande passo na Idade Média, quando os primeiro livros começaram a ser publicados e os ensinamentos da Torá tornaram-se mais acessíveis, da mesma forma acontece neste exato momento com a internet, mas em uma velocidade absurdamente maior.

Dessa maneira (com o auxílio de tecnologia), a humanidade compreenderá os segredos da Vida e a evolução humana chegará ao seu ápice.

01 março 2010

Moshiach iz gekummen!


Estamos no ano 5770 do calendário hebraico. Faltando 230 anos para iniciar o sétimo milênio, a Era de Mashiach e o Olam haBa.

Quando o Zohar explica o trecho de Gênesis 7:11: "E no seiscentésimo ano da vida de Noach", faz uma alusão ao sexto milênio, quando as "Janelas do Conhecimento (Biná) do Céu serão abertas". Biná é a sefirá que possui a qualidade de Olam haBa e sua penetração Neste Mundo (Olam haZe) é através da qualidade de Tevuná (Malchut de Biná, o que conhecemos por inteligência) o que permite construir e aplicar conhecimento.

O ano número 600 do sexto milênio (5600) foi o ano de 1840 da Era Comum. Aproximadamente o mesmo período quando se deu início à Revolução Industrial e o consequente boom tecnológico. O ano de 1905 (5666) ficou marcado para Albert Einstein como seu Annus Mirabilis, por ter apresentado à comunidade científica 4 de suas mais famosas teorias, todas no mesmo ano.

Quando a Ciência (Ima/Mãe- Biná) e a Religião (Aba/Pai- Chochmá) voltarem a se unir em nosso planeta, a potencialidade tecnológica humana pode evoluir de uma tal maneira, que profecias como "vida eterna", "fim de guerras, fome e doenças" farão parte do cotidiano das futuras gerações.

דע טכנולוגיה=217=אני יוסף